Você pode ser o que você quiser.
Essa frase automaticamente nos remete a pensamentos de ambição, autos cargos, riquezas, etc.
No entanto vou enveredar justamente pelo caminho contrário.
O mote desse tópico é justamente mostrar que você pode quebrar o paradigma e ainda assim ser vitorioso. Estive ontem conversando com um colega na sede de sua empresa e começamos a nos lembrar de alguns anos atrás quando começamos profissionalmente e nos comparando com a situação atual (todos fazemos isso, funciona como uma massagem para o ego), e para nossa felicidade o resultado é de “superavit” para ambos.
A situação de aperto só é ruim na hora, quando se está no olho do furacão, mas depois de superada é motivo de boas risadas.
E falando de outros colegas, lembramos de alguns que apesar de terem “subido na vida”, não se realizaram, não se tornaram felizes. Então foi onde surgiu em minha mente o questionamento que é o mote desse post. Temos colegas, por exemplo, que eram ótimos vendedores e devido a isso (ser um bom vendedor) foi convidado pra ser gerente, e por incrível que pareça, aceitar a promoção foi seu maior erro. Passou a ficar sobrecarregado, vivia estressado e descobriu que gosta mais de vender do que de gerenciar os outros, enfim, deixou de ser um excelente vendedor para ser um gerente mediano e infeliz (mais um na boiada). Porque??? Por que gerente tem outro status, socialmente é mais bonito dizer que é gerente do que dizer que é vendedor. Para que todos olhem e digam: “Olha como ele cresceu! Começou como vendedor e hoje já é gerente!!”. Pura balela, deixar de ser feliz para fazer capa para a sociedade. O fato de ser um bom vendedor não significa que será um bom gerente, ser um bom professor não significa que será um bom coordenador.
Não estou dizendo que não se deve aceitar as promoções de cargo, estou querendo suscitar em cada um o questionamento sobre o que você realmente gosta de fazer na vida, para que a promoção traga mais felicidade e não o contrário. A vida é muito curta pra ser medíocre.
Em outros ramos conheço pessoas que não cometeram esse erro e se deram melhor do que se tivesse enveredado pela seara “socialmente mais bonita”. No direito por exemplo, para muitos é muito mais bonito ser juiz do que ser advogado, mas são funções diferentes que devem ser ocupadas por pessoas com perfis diferentes. Conheço por exemplo advogados que não deixariam de jeito nenhum sua função para vestir a toga de um juiz e assumir suas atribuições. Por que ele gosta de ser advogado e se a questão é financeira, conheço alguns que até ganham mais dinheiro do que juiz, por que juiz ganha muito mas tem salário (me refiro aos honestos) já o advogado não tem salário e pode produzir muito mais, a depender apenas de fazer um trabalho bem feito e ter bons clientes (que só virão como consequência de um trabalho bem feito).
Tem até uma história engraçada que um amigo advogado me contou que no início da carreira, ao chegar em um determinado lugar, conversando com os que lá estavam falou que era formado em direito e que estava advogando, foi quando uma das pessoas o olhou tentando disfarçar o indisfarçável desdém e perguntou se ele ainda não havia conseguido passar em concurso. Ele disse que respirou fundo, teve vontade de dizer umas coisas, mas apenas respondeu que gosta de advogar.
Então a lição que fica é como as as pessoas se prendem a paradigmas, sem nem sequer saber que estão neles, para muitos os paradigmas são como a água para o peixe, ele nem sabe se é bom ou ruim porque nem sabe que está dentro dela, não tem condições de conceber algo diferente.
Além do mais, grandes talentos seriam desperdiçados se todos pensassem assim, já pensou se o Ronaldo fenômeno tivesse vergonha de ser jogador e quisesse ser técnico para ter mais status?!?! Só para mostrar que está crescendo?!? Seria realmente uma pena.
Então é isso amigos, pensem todos no que realmente os faz felizes, procurem execer suas funções cada vez melhor, com responsabilidade, com profissionalismo, ética, enfim.
E se cometeu o erro, pense direito (sem trocadilhos
), quase sempre ainda dá tempo de voltar.
Não importa o que você faz, procure ser o melhor, não se preocupe em superar seus concorrentes procure superar a si mesmo, seja o seu maior concorrente.
Abraço e até a próxima.







May 15th, 2009 at 3:48 am
Carreira é uma invenção do século 20. Nós não somos uma coisa só. Status tá fora de moda. Concordo, o bom é fazer aquilo que não se vê o tempo passar, o que sai fácil, o que nos nutre por dentro, o que faz a gente se sentir bem. Tudo o que é feito assim, dá certo, inclusive traz recompensa financeira. O resto é estória do século passado. Beijocas!
May 15th, 2009 at 1:20 pm
Meu amigo, isso me faz recordar minha recente vida profissional. E, algo que aprendi e que tento passar a meus alunos é que não se deve “forçar a barra”, a não ser que não haja saída ou oportunidade visível. A palavra que resume bem é perfil. Não adianta tentar colher laranja de um roçado de tomates, mesmo com a capacidade monstra que temos de nos aperfeiçoar, digo, de nos adaptar. Mais uma Pedro, nunca deveríamos ter aprendido a dizer: eu acho. Triste palavra que deveria ser trocada por um É ou NÂO É. Postar (bem) é pra poucos e poucos são os que enxergam a realidade. Grande abraço meu amigo.
May 17th, 2009 at 12:35 am
É por isso que você é meu primo..rsrsrsrs
To brincando é claro, concordo em tudo, trocamos a possibilidade de termos “conforto” pela mediocridade de uma vida sem surpresas, desafios e monótona, pois só se fala hoje em TER e nunca em SER.
Por isso temos tantos profissionais infelizes e consequentemente pessoas deprimentes, sem objetivos simplesmente pelo fato de não serem o que não qurerem.
Abraços meu garoto